Avisar decisão com antecedência é um dos pontos importantes; confira.

A pandemia da covid-19 não mudou apenas a forma se de trabalhar.
Ela também fez os profissionais reavaliarem as suas relações com as empresas e a carreira.
Como resultado desse processo, muita gente optou por trocar de emprego nos últimos meses.
Mas, apesar do crescente movimento, esse nem sempre é um processo simples e tranquilo, como aponta a reportagem.
Mesmo se o profissional detestar seu chefe ou receber uma proposta melhor, há questões emocionais envolvidas.
Para Anthony Klotz, psicólogo organizacional e professor da Texas A&M University, pedir demissão não é muito diferente de terminar com relacionamento.
“Independentemente de como você está tendo essa conversa, é uma interação interpessoal relacionada a uma grande decisão que afetará uma série de pessoas. Como supervisor, ter um funcionário demitindo-se pode gerar muitas emoções negativas, como alguém rompendo com você”. Diz.
Para tornar esse processo mais fácil e manter as pontes com o antigo empregador, Klotz e dois outros especialistas em carreira compartilharam 3 estratégias na hora de pedir demissão, deixando as portas abertas na empresa.
Confira:
1- Não surpreenda seu chefe
Ao decidir deixar o emprego, a primeira medida a tomar é marcar uma reunião presencial, por vídeo ou até por telefone.
Andrew McCaskill, especialista em carreira do LinkedIn, diz que o quanto antes isso for feito, melhor.
“Nenhum gerente quer ser surpreendido. Mande um e-mail para ele e diga que gostaria de reservar algum tempo na agenda para uma conversa importante.” Diz
McCaskill recomenda avisar com pelo menos duas semanas de antecedência.
Isso não apenas ajuda seu empregador atual a fazer planos para preencher a função, mas também dá a você e sua equipe formas para realmente fazer uma transição e aliviar o trabalho.
“Nesta conversa, a dica é ser breve e deixar as intenções claras. Por exemplo, pode-se dizer algo como estou saindo em (insira a data aqui), pois estou me preparando para minha próxima jornada”.
Se você não se sentir confortável em dizer ao seu gerente onde vai trabalhar, a sugestão de McCaskill é seguir por este caminho:
“Todos os detalhes ainda não foram resolvidos, mas assim que estiver no lugar e definido, ficaria feliz em conversar sobre minha nova função e até mesmo obter sua perspectiva sobre as maneiras de crescer neste próximo passo”.
Caso você esteja saindo do trabalho sem ter outra coisa engatilhada, o especialista sugere partir para essa linha:
“Vou tirar uma folga entre este trabalho e o que farei a seguir para obter uma boa reinicialização antes de me aventurar em uma nova oportunidade, mas vou deixar você saber o que está por vir assim que eu estiver acomodado”.
2 – Mantenha uma atitude de gratidão
A coach de carreira Letisha Bereola aconselha começar a demissão com expressões de gratidão.
“Dizer ao seu gerente o quanto você é grato pelas oportunidades que teve durante seu tempo na função fará com que o sentimento agridoce de renunciar seja um pouco mais saboroso.”
“Lembre-se de quando você foi entrevistado pela primeira vez para este emprego e de como você queria que eles o contratassem. Reflita sobre as pessoas que conheceu, os relacionamentos que construiu e algumas de suas maiores conquistas para assumir a postura de agradecimento.”
Para Klotz, os gerentes tendem a responder mais positivamente às demissões quando o funcionário expressa gratidão em suas entrevistas de saída ou cartas de demissão.
Isso suaviza completamente a entrega de más notícias.
3 – Elabore um plano de transição
Nas últimas semanas na empresa pode ser tentador reduzir a carga de trabalho.
Mas o ideal é partir para outro caminho, de forma a minimizar o impacto de saída na organização atual e, ao mesmo tempo, deixar uma marca positiva.
De acordo com Klotz, você pode oferecer sugestões concretas em seu e-mail de demissão para ajudar na transição, incluindo dizer que está aberto a um período de aviso flexível ou treinar um substituto.
“Esse tipo de oferta imediatamente deixaria seu chefe à vontade. É a maneira mais positiva de renunciar … todos respondem bem à bondade”, completou o psicólogo organizacional.
Fonte:
Época Negócios.