Confira métodos e práticas que podem ser verdadeiros antídotos contra o isolamento.

Mais de um ano de pandemia, ficou claro: o isolamento causado pelo trabalho remoto atrapalha a inovação e a criatividade nas empresas.
Mas enquanto o home office é realidade para grande parte das companhias (e deve continuar a ser), é preciso buscar antídotos contra o isolamento.
Confira os principais aspectos que boicotam a inovação em equipes durante a pandemia, e como as empresas tentam minimizar seus efeitos:
- Falta de interações espontâneas
Longe dos colegas com os quais costumava interagir diariamente, torna-se mais difícil trocar ideias e aprofundar relações de confiança.
Solução: Criar pequenos momentos de engajamento, como cafés virtuais e outras reuniões não estruturadas. Alguns aplicativos corporativos são capazes de estimular grupos de afinidades para a interação de funcionários em torno de interesses pessoais.
- Excesso de reuniões virtuais
No mundo virtual, sem a necessidade de deslocamentos, o intervalo entre reuniões pode ser de apenas alguns segundos. A sequência de interações virtuais ficou conhecida como “fadiga de Zoom”, em referência ao serviço de videoconferência.
Solução: Executivos como Tânia Cosentino, presidente da Microsoft no Brasil, têm estimulado a criação de intervalos de alguns minutos entre compromissos, e colocar regras como não marcar reuniões na hora do almoço.
- Saúde mental
Com profissionais confinados, sem poder retomar a vida normal e com muitas incertezas, diversas companhias registraram um alto nível de estresse nas equipes.
Solução: Algumas empresas têm feito pesquisas curtas, mas diárias, para monitorar a saúde mental dos funcionários. Muitas estimulam a conversa sobre o tema e incentivam a prática de meditação e exercícios físicos.
- Exaustão
Outra consequência de viver sem a rotina estruturada de antes é a exaustão, sobretudo para quem tem de lidar com outras tarefas adicionais, como o cuidado de familiares, crianças ou idosos.
Solução: Algumas empresas têm oferecido dias extras de folga, em que todos os funcionários deixam de trabalhar. O Google ofereceu três sextas-feiras livres neste ano.
Fonte:
Época Negócios