Formar líderes consiste em engajar e inspirar. A forma como as pessoas que compõem a empresa são lideradas faz a diferença social e economicamente

No mundo disruptivo em que vivemos, sobreviverão as empresas que resolvam um problema da sociedade de forma que permita a elas gerar valor e receita.
Para isso, é preciso identificar quem são as pessoas que ajudarão a resolver esse problema de forma sustentável.
Estes são os líderes que queremos.
Essa dinâmica exige o fim da ideia de comando e controle.
A autoridade opressora é perigosa na formação de líderes.
Se não houver confiança e autonomia nesse processo, o resultado será um chefe autoritário incapaz de “manter a roda girando” sem microgerenciar.
As seguintes práticas ajudam no processo de formação de líderes, para que seja saudável e sustentável.
Caso contrário, todos apenas irão disputar para ver quem grita mais alto.
Conheça os interesses dos colaboradores;
- Forneça feedbacks assertivos;
- Dê autonomia;
- Pense no impacto da posição ocupada em longo prazo.
O mais elementar é que a responsabilidade por buscar referências e se dedicar à própria formação é do próprio colaborador que deseja ser líder. Afinal, assumir o protagonismo, ter iniciativa e se engajar são pré-requisitos tanto do processo quanto da posição.
O que se espera dos líderes?
No livro, Lugar de Potência, os atributos descritos, tornam um colaborador um bom líder.
É preciso estar ciente de que o poder de um chefe é exercido de forma impositiva e coercitiva.
Já a autoridade do líder é uma habilidade que soma conhecimento, influência e capacidade de engajar.
Um bom líder é aquele que, em sua gestão e tomadas de decisão, consegue conciliar os interesses de três stakeholders: os clientes, o time, e os acionistas.
O líder precisa:
- Distribuir responsabilidades;
- Dar autonomia;
- Gerir relações;
- Criar um ambiente saudável;
Estipular rotinas organizacionais e o processo de tomada de decisão; e difundir ideias e conhecimentos gerados, a fim de promover aprendizado.
Outra habilidade importante é ser conector, ou seja, criar uma dinâmica de time e gerar colaboração.
Assim, conforme crescem, os colaboradores seguem alinhados às pautas da empresa.
Essa dinâmica se reflete na consolidação da cultura.
A maior parte das pessoas aprende a ser líder errando.
Muitos são colocados em uma posição de liderança sem estarem preparados, o que resulta em uma trajetória cheia de vacilos e em prejuízos no longo prazo.
Não precisa ser dessa forma.
A formação de liderança pode ocorrer por intermédio de um bom gestor, de capacitações internas ou de treinamento externo.
Bem dizem que é melhor aprender no amor do que na dor.
Neste caso, é a pura verdade.
Fonte:
Exame.com
Ricardo Basaglia – CEO da Michael Page no Brasil e autor do best-seller Lugar de Potência.
Mundiblue.